Dedicando estes carismas com o qual fomos agraciados nas atividades pastorais da Matriz de Santa Rita de Cássia, nossa casa, no Centro do Rio de Janeiro.


Encontramos na música a porta de entrada para uma vida repleta no Espírito que nos santifica unindo assim louvor, formação e obra para que a palavra de Deus seja edificada.


terça-feira, 26 de março de 2013

Segunda Santa - Oficio das Trevas

Ola irmãos,

          O nosso irmão Diogo resumiu muito bem o que é o Oficio das Trevas, contudo, ainda ficou algumas dúvidas no ar, então buscamos mais uma fonte para enriquecer este belíssimo ato litúrgico. Na minha busca acabei encontrando este texto do D. Prosper Guérange que encontrei no blog Christe Eleyson, onde ele explica de uma forma diferente esta liturgia tão linda de nossa Igreja.


         Somente para fins de esclarecimento, esta liturgia em outros países, é costume ser celebrada nos últimos 3 dias da Semana Santa. Aqui no Brasil as paróquias tem o costume de celebrar na Segunda Santa.  Aproveitamos também para postar no final o link do Oficio de Trevas que encontramos no site Salvem a Liturgia, fiquemos então agora com o texto do D. Prosper Guérange.



Dá-se normalmente o nome de Trevas ao Ofício de Matinas e de Laudes dos três últimos dias da Semana Santa, porque esse Ofício era  antigamente celebrado à noite, como os outros dias do ano. Esse nome também lhe pertence por outra razão: ele tem início à luz do dia e só termina depois do pôr-do-sol. Um rito imponente e misterioso, próprio somente destes Ofícios, vem também confirmar esse nome. Coloca-se no santuário, perto do altar, um grande candelabro triangular, sobre o qual estão dispostos quinze círios. Esses círios, assim como os seis do altar, são de cera amarela, como no Ofício dos Mortos. Ao fim de cada Salmo ou Cântico, apaga-se sucessivamente um dos círios do grande candelabro; um só, aquele que está colocado na extremidade superior do triângulo, permanece aceso. Durante o cântico Benedictus, nas Laudes, os seis círios que estavam acesos sobre o altar também são apagados. Então o Cerimoniário toma o único círio que permanecera aceso no candelabro e o mantém apoiado sobre o altar durante o canto da Ladainha que se repete depois do Cântico. Em seguida, ele sai e vai esconder o círio, sem apagá-lo, atrás do altar. Ele se mantém assim longe de todos os olhares durante a recitação do Miserere e da Oração de conclusão que se segue a esse Salmo. Acabada essa Oração, bate-se ruidosamente nos assentos do coro, até que o círio que fora escondido atrás do altar reapareça e anuncie por sua luz sempre conservada que o Ofício das Trevas chegou ao fim.

Expliquemos agora o sentido dessas diversas cerimônias. Estamos nos dias em que a glória do Filho de Deus é eclipsada sob as ignomínias da Paixão. Ele era a "luz do mundo", potente em obras e em palavras, acolhido havia pouco pelas aclamações de todo um povo; ei-lo agora despido de toda grandeza, "o homem doloroso, um leproso", diz Isaías; "um verme da terra e não um homem", diz o Rei Profeta; um "motivo de escândalo para os discípulos", diz Ele Mesmo. Todos se afastam dEle ;até Pedro nega tê-Lo conhecido. Esse abandono, essa defecção quase geral são representados pelo apagamento sucessivo dos círios do candelabro triangular, até os que estão sobre o altar. No entanto, a luz desdenhada do nosso Cristo não se apaga, embora não lance mais seu fulgor e as trevas se tenham feito ao seu redor. Colocam por um momento o círio misterioso sobre o altar. Está ali como o Redentor sobre o Calvário, onde sofre e morre. Para exprimir a sepultura de Jesus, esconde-se o círio atrás do altar; sua luz não mais é visível. Então um ruído confuso se faz ouvir no santuário, que a ausência dessa última chama mergulhou na escuridão. O ruído, unido às trevas, exprime as convulsões da natureza no momento em que, tendo o Salvador expirado na cruz, a terra estremeceu, os rochedos se fenderam, os sepulcros se abriram. Mas de repente a luz reaparece sem nada ter perdido de sua luz; o ruído cessa, e todos prestam homenagem ao vencedor da morte.
(Dom Prosper Guéranger, L'Année Liturgique, La Passion et la Semaine Sainte, 1875, pp.343-345; trad. Yours Truly).


































Oficio de Trevas - Quinta - Feira Santa;
Oficio de Trevas - Sexta - Feira Santa;
Oficio de Trevas - Sábado Santo;

Em Deus, Fé, Esperança e Amor!

segunda-feira, 25 de março de 2013

Domingo de Ramos

Olá amigos,

Como todos sabem domingo foi mais um dia de atividades em nossa paróquia, e nosso ministério não poderia ficar de fora.

Estivemos presente na montagem do som, na execução da música, no altar servindo e na arrumação final.

Nosso pároco rezou tanto para Santa Rita e São Jorge que São Pedro não teve outra escolha a não ser segurar a chuva até a benção final (literalmente foi só ele anunciar o final que a chuva veio).

É muito bom louvar a Deus servindo, vendo a multidão que se formou na R. Miguel Couto, com os ramos levantados, cantando e louvando a Deus de uma forma tão linda e singela que ficamos sem palavras.

Eu como um amante da liturgia poderia perder horas e horas falando de todos os simbolismos que envolve esta cerimonia mas iria me prolongar muito e por isso prefiro deixar para um outro post.

Em Deus, Fé, Esperança e Amor.










Visita da Campanha da Fraternidade

Sábado realizamos mais uma visita da Missão Popular na nossa paróquia desta vez foi na casa da dona Iris e do seu Guido.
Muito nos alegrou visitar esta casa abençoada e partilhar a palavra de Deus em uma verdadeira igreja domestica e algo fabuloso.
Dona Iris, como alguns sabem, tem um dos maiores (na minha humilde opinião) ministérios que um leigo pode ter, ela é Ministra da Eucaristia como também catequista junto com o seu Guido em nossa comunidade. Eles juntos são mais um pilar dentro de nossa comunidade. É quase que impossível ter uma atividade onde o casal não se faça presente somando e colaborando com um sorriso no rosto e com uma disponibilidade de doação inigualável.
Que Deus nosso Senhor do alto do Monte Santo possa abençoar e derramar de bençãos nesses nossos irmãos e que nossa Senhora os cubra com o seu manto e interceda ao Pai todos os dias.

sábado, 23 de março de 2013

Preparação da festa de Sta. Rita

Hoje foi dado mais um passo na preparação da festa de Sta. Rita.
Como todos os anos o Ministério se fez presente, junto com toda a comunidade.
Com o nosso querido Pe. Wagner no comando e junto com a Cristina Gama estamos preparando uma linda festa pra todos os devotos os devotos de Sta. Rita.
Seja minha protetora e advogada.
Ó Sta. Rita minha Bem Aventurada!

quinta-feira, 21 de março de 2013

O simbolismo da Semana Santa


Olá amados Irmãos,

Confesso a vocês, irmãos, que tenho um carinho todo especial pela liturgia, o simbolismo e a tradição da Semana Santa. A nossa Igreja foi infinitamente generosa em nos presentear com cantos, leituras, pregações, ritos e procissões que verdadeiramente nos levam a viver os momentos vividos por Jesus em sua Paixão, Morte e Ressurreição. É impossível não ter a sensação de voltar no tempo e viver, ao lado de Jesus, cada um de seus passos quando experimentamos o que a Santa Mãe Igreja nos propõe. Pena que nem todos os nossos irmãos tem essa ciência e preferem trocar a Semana que não é Santa à toa, por um “feriadão prolongado” na Região dos Lagos, fazendo o que se podia fazer em qualquer outro feriado (e olha que não temos poucos...).

Com sede de partilhar com vocês a emoção que sinto ao viver a Semana Santa, resolvi fazer um breve resumo sobre as celebrações que participaremos juntos em nossa comunidade:

Domingo de Ramos: marca o início da Semana Santa. Celebramos a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho (símbolo de humildade). Neste dia, somos chamados, também nós, a repetir o gesto daquele povo em procissão, carregando nossos ramos e proclamando “Hosana ao Filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor.”, manifestando, dessa forma, a nossa fé em Cristo Jesus, Nosso Senhor e Rei. Neste dia, ainda, acompanhamos a narrativa da Paixão de Cristo. Aquele mesmo povo que anteriormente O havia recebido com júbilo, agora O abandonava, condenando-o à morte.

Ofício das Trevas: é um ofício bastante antigo em nossa Igreja. Durante este ofício toda a igreja fica às escuras. Apenas um candelabro triangular fica aceso e suas velas vão sendo apagadas aos poucos após as leituras e salmos. Neste ofício, nos colocamos juntos a Jesus em oração, meditando os Seus Sofrimentos e a Sua Angústia. É uma celebração belíssima!

Procissão do Encontro: durante a procissão, conduzimos a imagem de Nosso Senhor dos Passos ao encontro da imagem de Nossa Senhora das Dores, recordando o encontro de Jesus com sua Mãe, durante a sua Via Dolorosa até o Calvário. Ao final da procissão, meditamos o Sermão das Sete Palavras, as últimas palavras de Jesus no Calvário, antes de sua Morte.

Quinta-feira Santa: Missa da Ceia do Senhor : É A INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA E DO MINISTÉRIO SACERDOTAL! Nela celebramos o sinal deixado por Jesus antes de sua Morte: o Seu Próprio Corpo e o Seu Próprio Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, entregue aos seus discípulos e pedido por Ele mesmo para que fizessem o mesmo com as gerações futuras em Sua memória. Cumprindo a ordem do Senhor, hoje esses discípulos são os nossos sacerdotes que em toda Missa repetem o gesto de Cristo e através de suas mãos ungidas consagram a Deus as espécies para que se tornem o mesmo Corpo e Sangue entregues por Jesus naquela Ceia.  Nesta celebração revivemos também o Lava-Pés, gesto em que Jesus afirma que veio ao mundo para servir e não para ser servido, nos ensinando, assim, que amar é servir. Ao final da celebração, é realizado o Translado do Santíssimo Sacramento e a desnudação dos altares. A partir de então, devemos nos recolher em um grande silêncio, em respeito à Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus.

Missa dos Santos Óleos: Ainda na Quinta-feira Santa, geralmente na parte da manhã, o Bispo consagra os três óleos (Óleo do Crisma, dos Catecúmenos e dos Enfermos) que serão utilizados durante todo o Ano Litúrgico. 

Sexta-feira Santa: Celebração da Paixão e Morte do Senhor: Dia de jejum e abstinência. É o único dia do ano em que a Igreja não celebra a Eucaristia. Esta celebração é marcada, assim como todo o dia, pelo silêncio e a oração. Nela, contemplamos, de modo especial, o Cristo Crucificado que se entregou por Amor em expiação dos nossos pecados. Após a celebração, faz-se a procissão com o Senhor Morto.

Soledade de Nossa Senhora das Dores: Neste momento, somos convidados a meditar as Sete Dores da Virgem Maria, em um momento em que nos solidarizamos à dor da Mãe de Deus e Nossa.

Sábado Santo: Vigília Pascal: A Igreja põe-se em vigília, à espera da Vitória do Senhor sobre a morte. Com a benção do Fogo Novo e o acendimento do Círio Pascal, vivemos a glória do Cristo Redentor sobre as trevas, a Luz que dissipa a escuridão da morte. Nesta celebração belíssima, acompanhamos nas leituras e nos salmos, toda a história da salvação desde o início dos tempos. E nos alegramos ao entoarmos “GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS E PAZ NA TERRA AOS HOMENS POR ELE AMADOS!”, que estava “entalado” em nossas gargantas.

Domingo Santo: Páscoa do Senhor: “CRISTO RESSUSCITOU! VIVE EM NOSSO MEIO!  ALELUIA!”. Nesta celebração chegamos ao ponto central de nossa fé: A RESSURREIÇÃO DE CRISTO JESUS! O que era trevas agora é luz. O que era escuro faz-se claro. Jesus de uma vez por todas declara ser o Filho de Deus, mostrando que nem mesmo a morte foi capaz de vencê- Lo. É também para nós tempo de vida nova.

Em breve divulgaremos os horários das celebrações em nossa Matriz.

Tragam as suas famílias e venham juntamente com o Ministério Monte Sião e toda a comunidade de Santa Rita viver este tempo tão propício a um encontro ainda mais profundo com o Salvador do mundo. Nos encontramos lá!

Uma abençoada Semana Santa, meus queridos irmãos!

Em Deus fé, esperança e amor.

Diogo Santos
Pregador e Músico do Ministério Monte Sião

quarta-feira, 20 de março de 2013

A mais Santa de todas as Semanas


Amados irmãos,

Quarenta dias se passaram. Jejum, penitência, oração, tudo para que estivéssemos plenamente prontos para o momento mais precioso da nossa fé. Durante toda a Quaresma pudemos ouvir o clamor de Deus nos chamando a voltar o nosso olhar à Ele, dispondo os nossos corações para receber de maneira intensa e profunda tudo aquilo que nos propõe a Semana Santa. EIS QUE É CHEGADA A HORA!

É chegado o momento em que Deus supera todas as nossas expectativas do que é o amor. Hora em que a Sua vontade de se doar desconstruirá todos os limites impostos pela razão. Tempo que Ele prova que nos ama como ninguém jamais amou ou amará. A Semana não é Santa à toa.

O fruto mais evidente dessa ternura de Deus é o Seu Filho: Jesus Cristo. Através d’Ele somos chamados a estabelecer um novo pacto de amor com o Pai, uma Nova Aliança. É o próprio Cristo que nos insere diretamente com sua Paixão, Morte e Ressurreição no projeto da salvação proposto por Deus. É exatamente essa a Semana em que Ele não mais nos chamará a apenas “vigiar” e “orar”, mas a “sentar-se com Ele à mesa” e a fazer parte de todos os seus passos. A viver e sentir aquilo que Ele mesmo viveu e sentiu. Não somos meros expectadores, SOMOS PARTICIPANTES DESTE REINO DE AMOR.

Participemos intensamente de todas as celebrações da Semana Santa em nossa comunidade. Vivamos, verdadeiramente, o caminho do Senhor. Ele tem muito a nos mostrar!

Uma Santa Semana à todos!

Em Deus fé, esperança e amor.

Diogo Santos 
Pregador e Músico do Ministério Monte Sião

terça-feira, 19 de março de 2013

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO


Bom dia amados irmão,

Hoje o nosso querido Santo Pe. Papa Francisco recebeu o Anel do Pescador, isto é, hoje literalmente marca o inicio de sua caminhada a frente de nossa amada igreja.
Como alguns irmão as vezes tem dificuldade para  localizar a homilia vou postar abaixa na integra a mesma.
Como desde o inicio do seu pontifício nesta homilia podemos ver que Deus está conduzindo o seu ministério, que o Espírito Santo está a iluminar guiando a barca de Pedro ao encontro de Deus.
Curta este momento meu irmão, busque conhecer mais a Deus e veja como a nossa Igreja é tão linda e bela e acima de tudo que na simplicidade Deus se faz tão grande.

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Praça de São Pedro
Terça-feira, 19 de março de 2013
Solenidade de São José

  
Queridos irmãos e irmãs!
Agradeço ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de início do ministério petrino na solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e patrono da Igreja universal: é uma coincidência densa de significado e é também o onomástico do meu venerado Predecessor: acompanhamo-lo com a oração, cheia de estima e gratidão.
Saúdo, com afecto, os Irmãos Cardeais e Bispos, os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos. Agradeço, pela sua presença, aos Representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais, bem como aos representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. Dirijo a minha cordial saudação aos Chefes de Estado e de Governo, às Delegações oficiais de tantos países do mundo e ao Corpo Diplomático.
Ouvimos ler, no Evangelho, que «José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa» (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II: «São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo» (Exort. ap.Redemptoris Custos, 1).
Como realiza José esta guarda? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. Desde o casamento com Maria até ao episódio de Jesus, aos doze anos, no templo de Jerusalém, acompanha com solicitude e amor cada momento. Permanece ao lado de Maria, sua esposa, tanto nos momentos serenos como nos momentos difíceis da vida, na ida a Belém para o recenseamento e nas horas ansiosas e felizes do parto; no momento dramático da fuga para o Egipto e na busca preocupada do filho no templo; e depois na vida quotidiana da casa de Nazaré, na carpintaria onde ensinou o ofício a Jesus.
Como vive José a sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja? Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projecto d’Ele que ao seu. E isto mesmo é o que Deus pede a David, como ouvimos na primeira Leitura: Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio; e é o próprio Deus que constrói a casa, mas de pedras vivas marcadas pelo seu Espírito. E José é «guardião», porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas. Nele, queridos amigos, vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!
Entretanto a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!
E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. Infelizmente, em cada época da história, existem «Herodes» que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.
Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.
A propósito, deixai-me acrescentar mais uma observação: cuidar, guardar requer bondade, requer ser praticado com ternura. Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!
Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afecto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor capaz de proteger.
Na segunda Leitura, São Paulo fala de Abraão, que acreditou «com uma esperança, para além do que se podia esperar» (Rm 4, 18). Com uma esperança, para além do que se podia esperar! Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.
Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!
Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim! Amen.

domingo, 17 de março de 2013

Missa de 2º ano do pároco Pe. Wagner

Neste último domingo tivemos a honra de poder somar na Missa pelo 2º ano de Nosso amado Pe. Wagner a frente do Rebanho da Matriz de Santa Rita.
Neste dois anos já podemos enumerar diversas melhorias o qual o nosso pároco realizou, tais como Restauração dos castiçais, novo altar e ambão, restauração dos bancos do altar e da igreja, melhorias estas vista todos os dias por todos os nossos paroquianos dominicais e semanais e também nossos amigos que visitam a nossa igreja diariamente.
O Ministério monte Sião agradece a Deus todos os dias ao Pai por ter colocado este grande pastor a frente desta pequena comunidade.
Que Nossa Senhora e nossa amada padroeira Sta. Rita possam todos os dias interceder junto ao Pai por benção em forma de saúde e força para que este nosso pastor possa continuar forte a frente de nossa comunidade.
Em Deus, Fé, Esperança e Amor.
















Frase final do angelus pelo Papa Francisco

"Deus não se cansa de nos perdoar, nós é que cansamos de pedir perdão." Papa Francisco.

sábado, 16 de março de 2013

Missão popular

Hoje realizamos mas um encontro da Campanha da Fraternidade na casa da nossa querida irmãs Cristina e Célia.
O encontro teve a participação de alguns vizinho.
Onde tivemos a oportunidade de levar a palavra de Deus, partilhar o que conhecemos da vida de nossos intercessores da JMJ.
Que o Nosso Senhor Jesus Cristo possa abençoar todos os dias este lar e que eles sejam sempre luz para este mundo sedento de Deus.
Caso você também deseje uma visita de nosso ministério entre em contato conosco teremos o maior prazer de fazer uma visita.