Dedicando estes carismas com o qual fomos agraciados nas atividades pastorais da Matriz de Santa Rita de Cássia, nossa casa, no Centro do Rio de Janeiro.


Encontramos na música a porta de entrada para uma vida repleta no Espírito que nos santifica unindo assim louvor, formação e obra para que a palavra de Deus seja edificada.


quinta-feira, 14 de março de 2013

Adoração do dia 02/03/2013

Olá Amados irmão,

No último sábado realizamos mais uma Adoração na nossa Matriz de Santa Rita.

A participação mais uma vez foi maravilhosa ao vivo e pela internet.

A meditação de preparação para adoração foi conduzida pela nossa intercessora Andressa no qual pregou muito bem sobre Fé. O Santíssimo foi exposto pelo nosso amado Pe. Marcelo que utilizou o ritual da hora santa da JMJ 2013.

Abaixo tentamos fazer um pequeno resumo de sua meditação.

Ela começou falando da sua experiência de estar participando de uma forma mais direta da JMJ 2013 da alegria que é ver a cada dia o projeto tomando uma forma mas concreta aos olhos de todos os envolvidos e que mesmo tendo a ajuda de vários voluntários de outra nacionalidade a comunicação não está sendo um empecilho.
O que é a Fé, se não é enxergar com os olhos do coração, muitos não acreditam mas hoje estamos aqui superando tudo o que o mundo fala.
A Fé é uma virtude de Deus, através do nosso batismo é que começamos a trilhar este caminho, no inicio muitas vezes são os nossos pais a nos guiar depois temos a ajuda dos nossos padrinhos até que enfim começamos a dar os nosso primeiros passos sozinhos.
Entretanto um fator importante para esta caminhada e nunca esquecemos de alimentar a Fé, e como alimentamos ela? com o Jejum, a confissão, a Eucaristia e também na Adoração, nesta tarde estamos alimentando a nossa Fé.
Na Adoração estamos mais próximos de Deus, estando na sua presença alimentamos a nossa fé em Deus.

A próxima adoração vai ser dia 06/04/2013 contamos com a sua presença nela.

Em Deus Fé, Esperança e Amor.










quinta-feira, 7 de março de 2013

Quaresma, Tempo forte de fidelidade a Cristo através da oração




Irmãos em Cristo Jesus a oração é a melhor demonstração de fidelidade que podemos gerar a partir de nosso coração para os céus como sinal de nossa intimidade para com o Pai, e em intenção do próximo,criando assim um vínculo de fé tão forte onde a presença de Deus se faz de forma constante, alimentando e fortificando o corpo e a alma daqueles que oram em unidade com a Igreja. Neste período que a Santa Igreja nos abre este tempo quaresmal, todos nós somos chamados a viver intensamente um período de oração, de introspecção, somos chamados a um tempo de forte reflexão, de nos aprofundarmos na espiritualidade, e através da oração gerada na íntima vontade de mudar poderemos experimentar o céu em nósde forma a vivenciar de maneira fecunda cada segundo de nossas leituras orantes, de cada segundo de silêncio ofertado.

Não somente no tempo quaresmal, mas nos dias que seguem em nossas vidas, devemos buscar diante do Santíssimo Sacramento do Altar o encontro diário com Aquele que nos ensina e nos fortalece, que nos ouve e que nos revela o poder da oração, do que podemos ser como cristãos quando verdadeiramente rezamos. “Eu vos invoco, pois me atendereis, Senhor; inclinai vossos ouvidos para mim, escutai minha voz” ( Salmo 16, 6).

Tudo se transforma na vida daquele que diante do Senhor se curva, mas que eleva sua voz através de orações inefáveis ao Espírito Santo transformador, sejamos fiéis através de orações constantes, vamos experimentar verdadeiramente as transformações que o nosso clamor pode realizar em nossas vidas.

O Senhor ouve, agora basta você abrir seu coração e falar.

Que o Senhor nos abençoe de Sião, cada dia de nossas vidas ....

Ricardo Calandrine
Coordenador e vocalista do Ministério Monte Sião

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A oração pede, o jejum mortifica e a misericórdia de Deus nos concede


Deus tem nos falado ao coração e nos despertado um pouco mais sobre esse período que nossa Igreja vive. E como somos Igreja, nós também temos o dever de não só refletir, mas praticar. Mais que isso, vivenciar todos esses caminhos que nos são apresentados por Deus: Oração e jejum que nos alcançam sua misericórdia.

Hoje nosso Senhor vem conversar conosco sobre a força que tem a prática desses caminhos de santificação, de cura e conversão. Ninguém aprende e passa nas provas de matemática, física, etc, sem praticar exercícios. Da mesma forma, a prática da oração atrelada ao jejum nos concede graças que vem direto do coração de Deus e que sobem ao céu com tanta força em forma de nossos pedidos e descem com a mesma força e poder de mudar qualquer situação.

Mas como a minha oração tem tanto poder?

A palavra de Deus nos mostra, em diferentes passagens, o poder da oração. Além da sua importância como instrumento de contato entre nós e Deus, a oração é também uma arma do cristão na guerra espiritual.

O Senhor todo poderoso pode fazer qualquer coisa; não há nada impossível para ele.
Lc 1, 37

Na minha angústia invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu minha voz e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos.
Salmos 18, 6

É um ato de coração, de entrega, abandono, pedido de socorro, de louvor, de adoração, de humilhação despojando-se de si mesmo para se encher da presença de Deus que depende de um coração sincero, livre e sedento.

No jejum oferecemos um sacrifício que de longe se aproxima do sacrifício de Nosso Senhor Jesus que abdicou de algo para alcançar algo, ou melhor, abdicou de sua própria vida para salvar outras vidas. O jejum nos aproxima do mistério de salvação, nos ensina que podemos viver sem o que nos faz pecar, nos ajuda a impor limites em nossos desejos, nos reeduca, nos ajuda a dizer não e quando conseguimos, descobrimos que somos fortes. Percebemos que podemos mais e que tudo conseguimoscom Deus. E Deus nos concede mais. Como nos alcança, nos une a Deus!

A intimidade que buscamos na oração é praticada no Jejum pois somente estando muito íntimos de Deus, buscando sua face é que conseguimos ser fortes o suficientes para dizer não para o que ainda nos prende ao pecado. E ao terminar a quaresma perceberemos que já não precisaremos mais daquilo pois não nos preenche com a vida que só pode vir de Deus. Na realidade preenchemos o vazio com o que realmente deveria estar lá desde o começo: Deus

O jejum é uma mortificação. Através dela nos unimos à paixão e redenção de Cristo, passamos pela dor mas a vitória é certa!

Para melhor pensarmos no sentido do que refletimos, aproveito do título da mensagem para perguntar e assim, estimulados pelo o que Deus nos diz, buscar novas respostas: O que a oração pede, o jejum mortifica e a misericórdia de Deus nos concede? 

Aprendamos com Jesus nesses quarenta dias de deserto a exercitar nossa alma em preparação para a vitória que virá.

Em Deus fé, esperança e amor

Mara Cristina
Vocalista - Ministério Monte Sião

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Meditação Quaresmal


      Jovens vamos aproveitar a Campanhada Fraternidade para reafirmarmos a nossa fé e nosso compromisso na Igreja, seja pelo mundo ou na nossa Comunidade, aproveitando as oportunidades de crescermos, de sermos diferentes. Nesse momento na nossa vida se inicia o caminho da Quaresma, permeado de oração, penitência e caridade, que nos prepara para vivenciar e participar mais profundamente na paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Convido os jovens, me incluindo, a buscarem sempre mais no Evangelho de Jesus o sentido da vida, a certeza de que é através da amizade com Cristo que experimentamos o que é belo e nos redime. Como jovens devemos ser luz para nossa comunidade, para os membros que precisam de atenção e amor de Cristo. Nossa Igreja nunca nos deixa abandonados, em cada Comunidade,temos um Pastor que nos conduz e que nos da força para crescer e amadurecer nossa fé,sabemos que cada Pastor tem uma maneira de conduzir a Comunidade, então sugamos as coisas sábias de cada Pastor que nos conduz no momento, para crescermos,e apoiamos o nosso Pastor, principalmente nesse momento de renovação da Igreja e da JMJ. Assim como precisamos do nosso Pastor na Comunidade, assim ele precisa das nossas forças como jovens que querem trabalhar ao seu lado, para o mesmo ideal, o Reino de Deus.

Por Alice Pessanha
Intercessão - Ministério Monte Sião

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Anúncio do Papa causa surpresa nos fiéis

A renúncia de Bento XVI foi uma surpresa a todos. Fato raro em nossa Igreja, a última renúncia ocorreu em 1410. Embora seja um fato raro o Código de Direito Canônico prevê que um Papa possa renunciar a sua função (Canôn 332).
Como podemos observar em sua mensagem oficial, o Papa Bento XVI está bem convicto de suas atitudes. E, não tomou tal decisão sem oração. Onde ele mesmo comenta. O ato de sua renúncia levou a muitos fiéis a não crer nas notícias. Eu mesma custei a acreditar, somente após a informação de meios jornalísticos católicos vim a entender o fato.

Minha mensagem a todos Católicos é: procurem informações coerentes, pois muito se fala e se falará sobre nossa igreja nesse momento e nem tudo é totalmente verdade. Os telejornais vem falando de Cardeais mais possíveis para o cargo, como se a eleição de um Papa fosse de cunho estritamente política. Sabemos, também, que qualquer homem católico batizado pode ser eleito papa, mas desde 1378 só cardeais foram escolhidos.


Alguns dos jovens de nossa paróquia se expressaram sobre a renúncia do Santo Padre. Segundo Mara Cristina, cantora do Ministério Monte Sião e coordenadora da JMJ na paróquia Matriz de Santa Rita de Cássia, a certeza de que a Igreja é guiada pelo Espírito Santo e de que Bento XVI não tomou essa decisão sozinho, mas através de muitas orações e súplicas ao Nosso Amado Deus a faz acreditar que tudo acontece para o bem daqueles que amam a Deus. Já Luana Rodrigues (Pastoral do Crisma) disse, por mais que nos tenha assustado, isso está previsto no código de direito canônico. E, acrescentou passei a manhã de 2ª feira (10/02) ouvindo especialistas e seculares falarem sobre a renúncia e todos acham justo os motivos do Papa, fiquei surpresa com a renúncia mas assim que ouvi as explicações comecei a entender. Devemos rezar pelo Papa Bento e pelos cardeais que irão eleger o novo sucessor de Pedro, que teremos a graça de conhecer já em seu primeiro ano de trabalho.

Deixo aqui a Carta da Coordenação da JMJ na Matriz de Santa Rita de Cássia para os jovens voluntários da paróquia.

"Irmãos, bom dia!

Com certeza a renúncia do Santo Padre, o papa Bento XVI, foi uma surpresa para nós, mas não pode ser um momento de dúvida ou tristeza. 
Temos a certeza de que a Igreja é guiada pelo Espírito Santo e o Papa Bento XVI tomou tal decisão não sozinho, mas através de muitas orações e súplicas ao Nosso Amado Deus. Tudo acontece para o bem daqueles que amam a Deus.
O Espírito Santo é sinal de princípio e de vida, é a força, é aquele que nos ajuda a manter nossa fé e viver o amor cristão que foi e ainda é uma das principais virtudes para que nossa Igreja continue crescendo e  trazendo mais e mais seguidores ao Nosso Senhor Jesus Cristo. 
E esse mesmo Espírito que realizou e realiza todas as coisas em nosso meio que também abençoará e guiará este momento que passaremos ajudando o Santo Padre para que possa cuidar de sua saúde. Será um momento de profunda oração para todos nós cristãos católicos.
Quanto tempo demorará  para que o próximo Papa assuma a liderança de nossa Igreja? Está nas mãos de Deus. Podemos e devemos sim orar ao Senhor para que sua vontade se realize plenamente crendo que tudo acontece para o bem daqueles que amam a Deus. E  que este momento seja de unidade entre todos nós cristãos católicos.
Vamos orar também pela JMJ consagrando nas mãos de Deus todos os jovens que estão se preparando e a nossa Igreja.
Que nossa oração seja também de agradecimento ao Senhor pela vida do Papa Bento XVI, por toda sua dedicação e força. Aproveitemos a quaresma para intensificar nossa vida de oração, jejum e mortificação nessas intenções e nossas intenções pessoais.
Conto com vocês!
Em Deus fé, esperança e amor.
Abraço,
Mara Cristina
Coordenação JMJ - Matriz de Santa Rita de Cássia"

E, por fim, se informem por meios católicos dos acontecimentos. Muito será falado na mídia secular sobre a abdicação do Papado de Bento XVI e a nomeação de seu sucessor. Porém, nem tudo de que eles falam é verdade.

Leiam mais em: A renúncia do Papa e os oportunistas da imprensa secular e, Papa Bento XVI, um testemunho de humildade.



Mariana Castricini
Em Deus Fé, Esperança e Amor!
Ministério Monte Sião 


fonte: Canção Nova e Código de Direito Canônico
testemunhos: Mara Cristina e Luana Rodrigues 

 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Carta de Renúncia de BENTO XVI

Caríssimos Irmãos,

"Convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus".

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

Bento XVI


 fonte: Canção Nova


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

"Não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim"

          E, começando com Gl 2, 20: "Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim", como título deste texto podemos ver o quanto o Senhor Jesus age em nossas vidas a ponto de não nos reconhecermos e vivenciarmos o viver em Cristo, o estar em Cristo e o anunciá-Lo constantemente vivendo e experenciando-O a cada momento.
A cada missão que é chegada vejo-me a disposição d’Ele, porém muitos desafios e problemas me cercam próximo à mesma. Não se deixar levar pelo pessimismo e pelos problemas é caminhar em Cristo, e em momentos como estes devemos pedir como Ele mesmo nos fala:
"Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas 
necessidades a Deus, em orações e súplicas, 
acompanhadas de ação de graças."(Fl 4,6)
Peço: Senhor não sou nada, mas faça de mim Teu instrumento. Envia teu Espírito Santo, não deixe que nada do que sou, ou de meus pecados, interfira em Sua obra, pois me colocastes aqui para serví-lo e lhe agradeço por todas as maravilhas que fizeste em mim.
Somos filhos de Deus Pai, amados por Ele. Ele derrama Sua misericórdia por nós a cada momento de nossa vida. Muitas vezes podemos pensar que não somos dignos de tanto Amor, de tanta esperança e confiança que Ele põe em nós, mas a verdade é que devemos ser gratos por todo esse Amor, esperança e confiança. Essa gratidão nos dá uma liberdade de nossos interesses, e começamos a enxergar com os olhos de Cristo. É verdade que podemos nos indignar com muitos fatos, da mesma forma que Jesus se indignou com o uso do Templo para o comércio, porém, mesmo indignados com tantos fatos que vemos nesse mundo, Cristo nos ensina a Amar incondicionalmente o próximo.
Irmãos, o que quero passar com este texto? Não nos deixemos levar por nossos problemas diários, temos uma missão a cumprir a cada dia, Deus nos dá esta missão para que possamos participar de sua divindade. Como é bom saber dos planos de Deus em nossa vida, desfrutar de momentos que sabemos e a certeza da Mão de Deus ali, presente. Problemas, desafios teremos sempre, basta esperarmos e acreditarmos que Deus está no controle de nossas vidas e projetos. Ele faz tudo em nós, basta acreditarmos e pedir ao Espírito Santo sempre que conduza a nossa vida como Ele quiser.


Mariana L. Castricini Vieira
Em Deus Fé, Esperança e Amor!
Ministério Monte Sião

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O que é ser Igreja hoje?

Hoje estava me perguntando o que é ser Igreja no dia de hoje? Será que é simplesmente ser Católico? Ir a Missa? Frequentar uma Paróquia?
Pensei, pensei, comecei a lembrar do Hino da Igreja, até que lembrei de São Paulo: " Não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim, depois lembrei que vivo neste mundo, mas não pertenço a esse mundo. Mas o que é ser Igreja mesmo?
Aí o Espirito Santo me mostrou que ser Igreja é antes de tudo ser Deus para o próximo, se eu ñ sou reflexo de Deus para meus irmãos, ñ sou Igreja, pq Cristo habita em mim, quando me torno sacrário vivo do Mestre, estou em comum união com Ele que é cabeça e com o Corpo que são meus irmãos. Ser Igreja é vc olhar para uma procissão e enxergar um corpo e não uma multidão, é vc entrar na Igreja e sentir sua principal casa, assim como os apóstolos se encontravam para partir o pão e rezarem, com o Pedro, assim devemos entrar na Igreja, vivendo em comunhão na partilhar do pão, do amor, da felicidade, do abraço com nossos irmãos e com o pastor que Deus colocou na Igreja para guiar o seu rebanho.
Mas qual é o meu dever de ser Igreja no mundo, no meio de pessoas que não vivem a Igreja, de pessoas que não sabem o valor de ser Igreja? É me doar completamente ao irmão perdido, sem olhar a quem, é ser luz em meio as trevas, é lançar as redes sem escolher o peixe que quero pegar, é aumentar esse Corpo que é a Igreja, através do nosso exemplo, nossa simplicidade.
Hoje dentro do ônibus fiquei observando as pessoas, e pedindo perdão ao Pai, pois muitas vezes reclamo de tão pouca coisa, e tem pessoas que sofrem muito mais que eu, e pior, que infelizmente não tem o alimento de força que eu tenho, que é a Eucaristia. Lembrei de Cristo falando com Pedro, como se ele estivesse falando novamente comigo: "Seja pescadora de homens", rapidamente mudei minha aparência, pois a primeira evangelização não é o que sai da minha boca, é o que o meu rosto mostra.
Agradeço Pai por ter me escolhido, assim como sou pra fazer parte e ser Igreja contigo, cada dia mais confirmo a minha fé em seu Altar, doando o pouco que sou para seu Reino. Peço a Deus para que continue abençoando minha Comunidade Matriz de Santa Rita, cada membro e que o Espírito Santo possa iluminar o coração de cada um para o verdadeiro sentido de Comunidade, para que no próximo ano possamos ser um só com o nosso pastor.
De maneira muito especial coloco no seu braço de Pai o nosso pastor Pe. Wagner Toledo, que ele possa ter as forças necessárias, força de Pedro no inicio da Comunidade Cristã, para conduzir o seu rebanho, e para ele vencer todas as tribulações que encontra nesse caminho de missão, que ele esteja sempre protegido pela luz do Espirito santo, assim como o seu rebanho e seus familiares.

Santa Rita de Cássia, Rogai por nós!
 
Paz de Cristo e o amor de Maria!
 
por Alice Pessannha
 
 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ser discípulo e missionário nos dias atuais

Desde o nosso Batismo, por essa graça do Espírito Santo que nos torna sacerdotes, profetas e reis, somos chamados ao discipulado, ou seja, seguir a Jesus Cristo e com isso, adquirimos a missão de anunciá-Lo a quem ainda não o conhece. Mas nem sempre atendemos a esse chamado e um dos motivos é não saber o que é ser discípulo. Afinal, o que significa isso e o que envolve ter que exercer tal tipo de missão?

“Foi-me dirigida nestes termos a palavra do Senhor: .Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado profeta das nações. E eu respondi: Ah! Senhor JAVÉ, eu nem sei falar, pois que sou apenas uma criança. Replicou porém o Senhor: Não digas: Sou apenas uma criança: porquanto irás procurar todos aqueles aos quais te enviar, e a eles dirás o que eu te ordenar. Não deverás temê-los porque estarei contigo para livrar-te - oráculo do Senhor. E o Senhor, estendendo em seguida a sua mão, tocou-me na boca. E assim me falou: Eis que coloco minhas palavras nos teus lábios. Vê: dou-te hoje poder sobre as nações e sobre os reinos para arrancares e demolires, para arruinares e destruíres, para edificares e plantares.” Jr 1, 4-10

Assim como Jeremias, Deus nos conhece desde a nossa criação e nos consagra a sermos discípulos-missionários. Devemos considerar os seguintes fatos sobre essa leitura: todo lugar e toda hora é momento para ouvir a voz do Criador que nos chama; o convite que Ele nos faz, mas que depende de nós se aceitaremos ou não, afinal temos o livre arbítrio; se aceitarmos, Ele nos torna capaz, nos dá forças e dons para exercemos este discipulado.

Geralmente, temos mais atenção a essa voz quando temos esse “encontro”, seja por meio de outros irmãos, por orações, por uma simples ida à Igreja, na balada, entre tantas formas. Cada um é chamado de uma maneira única, especial e da forma em que nós estamos, assim como os doze discípulos:

“Passando ao longo do mar da Galiléia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse-lhes: "Vinde após mim; eu vos farei pescadores de homens." Eles, no mesmo instante, deixaram as redes e seguiram-no. Uns poucos passos mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam numa barca, consertando as redes. E chamou-os logo. Eles deixaram na barca seu pai Zebedeu com os empregados e o seguiram.” Mc 1,16-20

É interessante perceber que os discípulos deixam (se convertem), seguem (se comprometem), aderem (tem fé) e confiam naquilo que Jesus propõe a eles.

“Então chamou os Doze e começou a enviá-los, dois a dois; e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos. Ordenou-lhes que não levassem coisa alguma para o caminho, senão somente um bordão; nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto; como calçado, unicamente sandálias, e que se não revestissem de duas túnicas. E disse-lhes: Em qualquer casa em que entrardes, ficai nela, até vos retirardes dali. Se em algum lugar não vos receberem nem vos escutarem, saí dali e sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra ele. Eles partiram e pregaram a penitência. Expeliam numerosos demônios, ungiam com óleo a muitos enfermos e os curavam.” Mc 6, 7-13

Com a resposta ao chamado, finalmente iniciam a sua missão que envolve total simplicidade, cumplicidade, obediência, despojamento, capacidade e autoridade dada pelo Mestre e a vida comunitária. Todos esses aspectos se encaixam dentro do ser missionário, ou seja, esse sair para anunciar o Reino de Deus e poder retornar ao lugar de origem, com muitos já conhecendo a Deus e também aceitando essa missão.

Nos dias atuais, vemos o ser discípulo como uma atitude totalmente irracional e perigosa, ainda temos muito medo porque somos apegados ao que temos e ao que somos perante a sociedade. Enquanto a humanidade avança nos seus conhecimentos racionais, o conhecimento de Deus cada vez mais diminui. Para completar, até com nosso Pai temos essa relação de troca que temos no mundo: eu prometo algo a Deus, Ele me dá e eu pago o que to devendo. E pronto, acabou ali, só quando precisar, recorrerei de novo.

Por consequência, esse visão nos leva a ter uma concepção de missão distorcida, na qual só envolve os religiosos e apenas quando eles vão para algum lugar distante, para fazer atos de caridade que levem a estes ao amor de Deus.

O discipulado e a missão vai muito além disso. O despojar-se por Deus não deve ser uma atitude que nos gere vergonha, não iremos perder nada. Podemos viver o mundo, sair, se divertir, ter amigos, como qualquer outro, porém não somos deste mundo e por isso mesmo, não devemos ser apegados ao agora somente. Dessa forma, a nossa visão de missão se modifica: ela começa onde estamos, não só por atos de caridade, mas por palavras, gestos, atitudes e orações.

Os tempos se modificaram e as carências da humanidade não acompanharam esse ritmo. Podemos constatar pessoas mais isoladas, que buscam criar realidades próprias e que fogem – por meios ruins – da maneira que vivem. Por isso, os atos de amor que os discípulos exerciam através das curas físicas permanecem aos discípulos atuais. A nossa missão a cada dia é curar as doenças que os homens e as mulheres possuem atualmente: os vícios e a falta de amor próprio e por consequência, a falta de amor pelo próximo, por exemplo.

De maneira especial, confrontando esses tempos distintos, podemos bem utilizar o exemplo de Pedro: Quando fomos chamados, assim como ele, temos a mesma pobreza e pouco conhecimento; conforme vamos caminhamos, não entendemos a vontade de Deus e a questionamos; temos a possibilidade de vermos Jesus na sua glória; o negamos quando sentimos medo pela perseguição; dizemos que o amamos quando finalmente compreendemos os seus planos; somos pedras vivas que a Igreja se edifica a cada dia; verdadeiramente assumindo este compromisso, podemos evangelizar muitos e nos tornamos pescadores de pessoas. Esse são alguns aspectos dos vários que ainda podemos observar. Caminhamos como Pedro a cada dia e mesmo com tantas coisas, ele permaneceu até o fim.

Ser discípulo-missionário nos dias atuais é algo especial. A estes que escolhem isso e carregam sua cruz a cada dia, seguindo a Jesus, possuem um coração misericordioso, uma vida com dificuldades porém com força para enfrentar a cada uma e a felicidade de poder utilizar seus braços, sua voz para serem instrumentos de Deus, podendo participar das suas infinitas graças, que nos santificam a cada dia.

Dessa forma, o discípulo-missionário se torna fiel por aquilo que Deus é e não somente por aquilo que Ele pode realizar. Isso é essencial, gera em nós uma confiança plena, que se mantém o tempo todo e apesar dos altos e baixos, perseveram até o fim.

Nessas palavras, Deus também nos suscita sobre a Jornada Mundial da Juventude, que ansiosamente esperamos para que muitos finalmente possam aceitar essa voz que chama e assim, ser também discípulo-missionário.

“Ide e fazei discípulo entre as nações” Mt 28, 19

Que Deus a cada dia possa nos conceder a graça de também a conduzir a outros a aceitarem esse chamado de serem discípulos e missionários nesses tempos tão conturbados.

 por Andressa Rodrigues de Souza Silva

BÊNÇÃO DE ENVIO
Animador: Que Deus esteja a nossa frente para nos guiar.
Todos: Amém!
Animador:Atrás de nós para nos impulsionar.
Todos: Amém!
Animador: Dentro de nós para nos iluminar.
Todos: Amém!
Animador: Acima de nós para nos proteger.
Todos: Amém!
Animador: Em nome do Pai...



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Deus Uno e Trino (2ª parte)



Na iminência da abertura do Ano da Fé e cinqüentenário do concílio Vaticano II, seguimos os temas centrais do nosso credo. Tratamos ainda do primeiro artigo de nossa fé, no qual afirmamos a unicidade de Deus como Pai e criador, que se deu a conhecer como verdade e amor. Deus é a origem primeira de tudo e autoridade transcendente, e que ao mesmo tempo é bondade e solicitude de amor para todos os seus filhos.
 
                Um dos atributos divinos é a sua onipotência, pois Deus criou tudo, governa tudo e pode tudo. Este mesmo Deus que é amor e é nosso Pai. Ele é o Senhor do universo, cuja ordem estabeleceu; ordem esta que lhe permanece inteiramente disponível. Deus é o Pai Todo Poderoso que mostra sua onipotência paternal pela maneira como cuida de nossas necessidades, pois nos adotou como filhos por sua misericórdia infinita. Deus Pai revelou sua onipotência de maneira misteriosa na encarnação e ressurreição de seu Filho (cf. CIC nºs 270-272). Se não cremos no amor de Deus Todo Poderoso, como poderemos crer que Ele é o Pai que nos criou? Que nos remiu no seu Filho e nos santificou pelo seu Espírito?]
                Segundo o relato do livro do Gênesis “no princípio, Deus criou o céu e a terra” (Gn1,1). Assim, o símbolo de fé retoma estas palavras, confessando Deus Pai Todo Poderoso como o “Criador do céu e da terra”, “de todas as coisas visíveis e invisíveis” (símbolo niceno-constantinopolitanso, DS 150). Portanto, a criação é o fundamento de todos os desígnios salvíficos de Deus, “o começo da história da salvação”, que culmina com Cristo. O mistério de Cristo é a luz decisiva sobre o mistério da criação, pois desde o início Deus tinha em vista a glória da nova criação em Cristo (cf. CIC, nº280).
A doutrina cristã sobre a criação se reveste de uma importância capital, pois explicita a resposta da fé às perguntas mais fundamentais do ser humano, ou seja, sua origem e seu fim. Deus Pai como criador de todas as coisas pode ser conhecido pela luz natural da razão humana. A fé ilumina a razão humana na compreensão correta desta verdade. Deus Pai criador e ordenador do universo fez todas as coisas por si mesmo, isto é, pelo sei Verbo e sua Sabedoria, pelo Filho e pelo Espírito, pois a criação é a obra comum da Santíssima Trindade.
                Por fim, chegamos a uma verdade fundamental que é proveniente da escritura e da Tradição: “O mundo foi criado para a glória de Deus” (cf. Vaticano II, DS 3025). Portanto, Deus não tem outra razão para criar a não ser seu amor e sua bondade. A glória de Deus consiste em que se realize esta manifestação e esta comunicação de sua bondade, em vista das quais o mundo foi criado. Pois a glória de Deus é o homem vivo e a vida do homem é a visão de Deus (cf. CIC, nº 294). Assim, o fim último da criação é que Deus, “criador do universo, tornar-se-á tudo em todas as coisas (I Cor 15,28), procurando, ao mesmo tempo, a sua glória e a nossa felicidade” (Ad Gentes, 2).
Por Dom Pedro Cunha Cruz, Bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio,
em artigo para o testemunho de fé, Ano XXI (XXII) nº 758